domingo, 1 de agosto de 2010

EDVARD GRIEG

Hoje, venho apresentar-vos o meu compositor favorito, Edvard Hagerup Grieg.

Este génio nasceu em Bergen, na Noruega, em 15 de Junho de 1843. O nome de família Greig teve a sua origem na Escócia.

Depois da Batalha de Culloden em 1746, na qual o católico Charles Edward Stuart, aspirante ao trono de Inglaterra foi definitivamente derrotado, seu bisavô partiu para a Noruega por volta de 1770, onde se estabeleceu como comerciante, na cidade de Bergen.

Grieg foi criado num ambiente musical. Sua mãe, Gesine B. Hagerup, tornou-se sua professora de piano que o ensinou a tocar, a partir dos 6 anos de idade. No verão de 1858, Grieg conheceu o eminente violinista norueguês Ole Bull que era amigo da família e cujo irmão estava casado com uma tia sua. Bull percebeu logo o talento do garoto de 15 anos de idade e convenceu os pais a enviá-lo para o Conservatório de Leipzig, então dirigido por Ignaz Moscheles, onde Edvard poderia desenvolver o seu talento. Aí teve uma rica e proveitosa experiência no meio musical, mas Edvard Grieg, sempre insatisfeito com o que aprendera, parte em 1863 para Compenhaga, afim de estudar com o maior representante da música escandinava, o compositor Niels Gade.

Como muitos outros grandes compositores, Edvard Grieg demonstrou, desde muito novo, um excepcional talento. Na adolescência, foi influenciado por Mozat, Weber e Chopin. As suas primeiras composições datam de 1857. Como compositor reconhecido, Grieg promoveu a música norueguesa através de concertos e aulas. Em 1865 compõs a primeira sonata para piano e as célebres Peças Líricas entre muitas outras obras. Tanto a qualidade como a quantidade de obras que compõs levaram-no a uma posição de destaque no contexto musical. Grieg acabaria por se tornar no mais forte expoente da cultura musical escandinava. Pioneiro na utilização impressionista da harmonia e da sonoridade ao piano, recebeu apoio de Franz Liszt, seu grande amigo e incentivador.

Faleceu na sua cidade natal, em Bergen, a 4 de Setembro de 1907, em consequencia de uma doença pulmonar que o acompanhou desde a juventude. As suas últimas palavras foram: “Bem, se assim tem que ser”

As suas peças mais conhecidas são a Suíte Sinfónica Holberg, o Concerto para Piano em Lá menor e a suíte Peer Gynt. Esta última escrita pelo dramaturgo Henrik Ibsen. Em 1874 Grieg recebe uma longa carta de Dresden em que Ibsen o convida a compor a música para uma futura representação da sua obra dramatisada Peer Gynt, nos palcos de Christiania. Era assim que se chamava a cidade de Oslo. Grieg aceitou e a primeira representação da obra de Ibsen com a música de Grieg realizou-se em 24 de Fevereiro de 1876, com enorme sucesso.

De todas as canções que constam desta obra, a minha favorita é a Solvejg´s Song . Logo no principio, Peer Gynt vai divirtir-se a um baile. Quando lá chega, nenhuma moça aceita dançar com ele, só Solvejg, uma bela jovem se oferece, conquistando assim o seu amor. Quando ele parte em viagem, Solvejg fica à sua espera.

Junto um vídeo em que a soprano australiana Mirusia Louwerse de 19 anos de idade executa esta canção, de uma forma divinal, acompanhada pela orquestra de Andre Rieu. Desligem o meu rádio e cliquem no vídeo. Esta canção deixa-me a hipoderme em pele de galinha. Ora oiçam!