quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O Maior Amor





Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada



E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.



E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada



Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal-aventurada.



Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere



Ferir e fenecer - e vive a esmo
Fiel à sua lei de cada instante



Desassombrado, doido e delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.



3 comentários:

Clara Zambujinho disse...

Lindo Garcia Lindo

Bigada

Bjinhos

Maria Amelia Santos disse...

Muito bonito

Luiz Boavida disse...

Bem giro, o poema e os desenhos