
Soneto de aniversário
Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.
Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.
Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.
E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.
Vinicius de Moraes
1 comentário:
Agradeço do fundo as tuas criatividades e carinhos…
Tudo lindíssimo!!!
Gostei muito da “casa das mães” e do que contas sobre isso. Lindo! Quanto à tua pâncreatite, só apetece dizer palavrões. Que gaaaanda porra! Vamos ver se consegues pelas alternativas mas, se não, também parece que é uma daquelas operações que se pode fazer só com “buraquinhos”…
Fico à espera de mais notícias.
Bjs. para os dois e OBRIGADA!!!.
Teresa Abreu
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