domingo, 13 de dezembro de 2009

PARABÉNS, FÁTIMA DIREITO



Alguém disse que fazer Aniversário é amadurecer um pouco mais e olhar a vida como uma dádiva de Deus.
É ser grato, reconhecido, forte, destemido.
É ser rima, é ser verso, é ver Deus no Universo;
Parabéns a ti Fátima neste dia tão grandioso


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Soneto de Devoção



Essa mulher que se arremessa, fria
E lúbrica em meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios.
Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem dei
Os carinhos que nunca a outra daria.
Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela.
Essa mulher é um mundo! - uma cadela
Talvez... - mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!

Vinicius de Morais

domingo, 13 de setembro de 2009

CANCIONEIRO MONSANTINO


Adufeiras de Monsanto

As Adufeiras de Monsanto são um grupo de mulheres do povo que, acompanha as suas composições com o toque do típico Adufe, procurando manter vivas e divulgar as tão belas e ricas canções criadas pelas gerações passadas.

Com um repertório que abrange desde canções de festa e romaria até à melancólica "Encomendação das Almas", passando pelos diversos "temas de trabalho", usados outrora para tornar mais suaves as duras tarefas agrícolas, as actuações das Adufeiras são autênticos repositórios vivos do viver e do sentir dos nossos antepassados.

Ainda há muito que saber do folclore de Monsanto. Depois de algum trabalho de escavação, aparecem sempre, à superfície, peças notáveis e valiosas para juntar ao pouco que hoje se conhece do folclore desta região.

Quem quiser ouvir uma velha canção medieval preste a sua atenção ao cântico religioso da SENHORA DO ALMURTÂO:

Sinhora do Almurtão,
Onde tendes a morada?...
Na campanha da Idanha,
Numa casa caleada!

Sinhora do Almurtão
Para lá eu vou andando.
Minha alma já lá ´stá,
Meu coração vai chegando!

Sinhora do Almurtão,
Mandai sol, qui quer chover;
Qui si molham os vestidos,
Virgem, di quem vos vem ver!

Sinhora do Almurtão,
Quem vos deu o manto vêrdi?
´Ma manina de Monsanto,
Duma doença qui têvi!

Sinhora do Almurtão,
Qui dais ´ò Vosso Manino?
Di manhã, papinha doce,
À noite, lête divino!

Sinhora do Almurtão,
A vossa bênção me cubra;
Tenho mãe, não tenho pai,
Sou filha duma viúva!

Sinhora do Almurtão,
Minhas costas vou voltári;
Meu coração si vai rindo,
Meus olhos vão a chorári!


Quem quiser ver e ouvir modinhas coreográficas, acentuadamente do século XVIII, procurará em Monsanto a dança mímica do MATA-ARANHA, cuja canção começa assim:

Ondi vais co´ tê sapatinho, olaré,
Ondi vais co´ tê lindo pé?
Ondi vais co´ tê sapatinho, olaré,
Ondi vais co´ tê lindo pé?

Mat´aranha, sarranita,
Mat´aranha, qui tu és bonita,
Mat´aranha, olaré,
Mat´aranha, com teu lindo pé.


Quem não quiser deixar de ouvir algumas canções, cuja melodia assenta nas notas brancas e seguidas da flauta de Pã terá de esperar que lhe cantem a cantiga da CEIFA

Ai!
Por cima se cêf´ò pão,
Ai!
Por baixo fic´ò ristolho;
Ai!
Manina, não se namore
Ai!
Do rapaz qu´embisg´ò olho!

Ai!
Minha mãe m´istá chamando
Ai!
Da láginha da Baganha!
Ai!
Valha-me Deus, minha mãe…
Ai!
Julga qu´o vento m´apanha!


E muitas outras poderia aqui citar, como, por exemplo a do MANEL CHANÉ:

A silva que nasce em casa,
Ó Manel Chané!
Vai a ter à cantarera
Vai di banda, vai di banda, ò pé,
Vai di banda, ó Manel Chané!
A mulhéri bem casada,
Ó Manel Chané!
Sempre parece soltera!
Vai di banda, vai di banda, ó pé
Vai di banda, ó Manel Chané



E a do TAIPUM que começa assim:

O balão da nossa ama,
Ai taipum,
Bíri bíri
Bíri bum
É com´à roda dum carro!
Quando vai par´à coznha
Ai taipum
Bíri bíri bum
Faz abanar o sobrado.


Também não podia deixar de me referir aqui à VAI-TE EMBORA, MEU BENZINHO:

Vai t´embora, meu benzinho,
Q´a minha mãe não ´stá cá…
S´ela vem e nos encontra,
Ai, qui dirá, qui dirá!


E à MODA DA AZEITONA:

Os amores d´àzêtona
Or´àdeus, adeus!
São com´òs da cotovia;
Acabada a azêtona
Or´àdeus, adeus!
Fica-te com Deus, Maria!


As raízes destas canções mergulham num passado de dezenas de séculos e cujas origens remontam aos invasores e aventureiros que algum dia povoaram este pedaço de Terra, em que derramaram seus costumes e onde se veio a erguer Portugal.

SOCRATES V SOCRATES

Desliguem O MEU RÁDIO!



sábado, 22 de agosto de 2009

PARABÉNS, JUSTINA


Qual é a coisa, qual é ela,
Tão roliça, tão fofinha,
Pequenina, jeitosinha,
Que faz anos neste dia?
Os seus olhos são risonhos,
São marotos, são dois sonhos,
São encantos, são magia.


terça-feira, 4 de agosto de 2009

Os versos que te fiz

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.


Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!


Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!


Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

Florbela Espanca





quarta-feira, 15 de julho de 2009

Quando é que me fazem a operação?


Lá entrei eu de urgência, pela 2ª., vez , no H.S.F.X, cheio de dores.

Mais dieta zero durante 10 dias, só alimentado a soro, mais análises, mais exames. Um deles com o nome esquisitíssimo de colangiopancreatografia retrógada endoscópica, o qual permite visualizar os canais biliares e os canais pancreáticos, através de um endoscópio iluminado (tubo) que me foi introduzido pela boca

Ao fim de 11 dias deram-me alta sem me fazerem a operação que os médicos dizem necessária para a extracção da vesícula e ainda com a agravante de me porem na rua com uma inflamação numa veia da mão direita (flebite) resultante da deficiente introdução dum cateter para o fornecimento do soro.


Ando há 8 dias a colocar gelo de hora a hora sobre a mão inchadissima e a tomar comprimidos antibióticos.

Quando é que me fazem a operação? Não sei!

domingo, 21 de junho de 2009

Parabéns, Teresa



Soneto de aniversário

Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.


Vinicius de Moraes

Vejo a Playboy ...



Vejo a Playboy com o mesmo entusiasmo que folheio a National Geographic, onde fico extasiado ao contemplar lugares de sonho que nunca na vida terei o prazer de visitar.

A casa onde nasceram duas das minhas três mães.



Sim, porque eu tive três mães. A primeira, Maria José, deu-me à luz e faleceu três meses depois. A segunda, minha tia Hermínia, irmã do meu pai, amamentou-me durante os primeiros anos e a terceira, Maria da Ressurreição, irmã da minha mãe, acabou de me criar, casando com o meu pai.

Esta casa, da qual tenho saudosas recordações, onde passava todas as minhas férias da escola, foi construída pelo meu avô, pedreiro de profissão, há mais de 100 anos.

Ainda recordo, daquela casa, o sabor delicioso do caldo verde que a minha avó cozinhava, da sua sopa de vagens, da sua sopa de abóbora, das papas de sarrabulho, do pão que ela própria amassava, chegando ainda quentinho à mesa e que eu devorava com queijo de cabra ou azeitonas, daquelas grandes, cinzentas. E as filhoses que ela fazia, onde nunca faltava o boneco de massa com a respectiva pilinha. Bastava só um rápido golpe de faca.
Tantas saudades dos seus gritos, pela manhã, ao dar de comer às galinhas: pi-pi-pi-pi., ao som dos quais eu acordava.

O meu quarto, com as dimensões da cama, separado da sala por uma cortina de chita às flores, ficava mesmo por cima da loja onde se guardavam as alfaias, os tabuleiros de madeira para a amassadura do pão, as peneiras de rede fina, a mó de pedra. No chão, a um canto da sala, existia um asado de barro com água sempre fresquinha que minha avó equilibrava à cabeça sobre uma rodilha de pano, quando a trazia cheia do chafariz velho. Na parede do fundo, a indispensável cantareira cheia de pratos de barro com palavras carinhosas impressas tais como: Amizade, Saudade, Lembrança ….

Na cozinha havia uma grossa laje de granito onde se cozinhava no “lume do chão” ou lareira, sobre a qual pendia vinda do teto uma corrente com um gancho na ponta e era nesse gancho que as negras panelas de ferro com três pernas jaziam dependuradas. O comer feito deste modo tinha um sabor diferente. Distribuídos pela cozinha havia alguns trapeços de cortiça que serviam de assentos.

No forro ou sótão, acessível por uma escada de madeira guardavam-se as batatas, as cebolas e outros produtos da horta situada nas traseiras da casa. Na horta, existia uma furda onde se criava o porco.

Por pressão dos meus irmãos, fui obrigado a vende-la, com muita pena minha, mas não estou arrependido. Vendi-a há-de haver uns vinte anos ao Dr. Joaquim Fonseca marido da minha prima Amélia, onde instalou com meios artesanais e rudimentares, mas com muita determinação e força de vontade uma estação emissora de radiofusão com características regionais a que deu o nome de Rádio Clube de Monsanto.

Sou um consultor assíduo do site da RCM não só para ouvir a excelente programação, como para acompanhar a sua evolução e principalmente rever a foto da casa onde toda a minha vida começou.

Esta emissora é muito apreciada pela gente raiana que adere duma forma expontãnea a toda a iniciativa que contribua para manter bem viva a sua Rádio Popular, porque é uma voz que fala dos seus problemas e da sua terra.

Ao longo dos anos, assisti pela Internet a um crescente melhoramento das actividades da RCM, com implantação de instalações próprias, novos estúdios de produção e centros emissores, computorização dos serviços fixos e de reportagem, novas antenas, etc..
A RCM transmite, desde 1990, vinte e quatro horas ininterruptas por dia, sendo a sua programação, em termos gerais, caracterizada pela prioridade dada à música portuguesa e aos nossos valores tradicionais.

A RCM tem ainda apoiado os principais acontecimentos culturais, desportivos e sociais do concelho de Idanha-a-Nova e da região e os seus microfones têm também sido colocados à disposição de colectividades, instituições e autarquias para a divulgação dos seus eventos, reivindicações e projectos, com independência, isenção e pluralismo.

Em 23 de Maio de 1996 a emissora é distinguida, pelo senhor Primeiro Ministro, com o Diploma de Instituição de Utilidade Pública
Um grande estímulo para os seus colaboradores foi a constatação que a RCM era líder distrital de audiência, comprovado por estudo, de âmbito nacional, de uma empresa da especialidade, encomendado pela Secretaria de Estado da Comunicação Social.
É neste âmbito, que surge o desejo de continuar e principalmente de fazer mais e melhor, apesar das carências humanas e financeiras. A caminhada não conhece, porém, aqui o seu fim. Antes pelo contrário, seguiu um novo rumo : Castelo Branco, ou não fosse a RCM uma instituição habituada a desafios.

O moderno e funcional Centro de Produção da Delegação de Castelo Branco, oficialmente inaugurado em 20 de Janeiro de 2005, conta com mais de uma vintena de colaboradores especializados, que são uma mais valia para os objectivos radiofónicos da emissora da “Aldeia Mais Portuguesa”, já há muito um caso de singular popularidade.

Hoje a RCM é sintonizada por milhares e milhares de amigos ouvintes espalhados pela Beira Baixa, Beira Alta, Alto Alentejo e Estremadura Espanhola, e, no presente, também, por novos companheiros dispersos por todo o mundo.
Se os meus avós voltassem a entrar hoje naquela casa, por eles construída pedra a pedra e deparassem com microfones, auscultadores, altifalantes, mesas de som, arquivos de cd´s e todo o equipamento próprio de uma emissora ou repreendiam-me por eu a ter vendido ou preferiam voltar o mais rapidamente possível para o lugar donde tinham vindo.

Afinal também tenho pâncreas

Tenho estado bastante ausente do meu Blog e porquê? Eu vou explicar: No dia 23 de Maio findo, às 8 horas da manhã, estava eu já sentado com a D. Aurora num autocarro que nos levaria em excursão a Vila de Rei, quando começo a sentir umas dores horríveis no tórax. A D. Aurora ligou imediatamente para o 112 e lá vou eu estendido na maca duma ambulância para o Hospital S. Francisco Xavier. Depois de alguns exames e análises, os médicos chegaram à conclusão que se tratava de uma pancreatite e por isso tinha de ficar internado. Estive a soro quatro dias seguidos e ao fim de dez deram-me alta, mas avisaram-me de que eu tinha que tirar a vesícula. Outra operação? Oh, não!

A pancreatite aguda, segundo me explicaram, é uma inflamação do pâncreas, de aparecimento súbito, que pode ser ligeira ou mortal.
Normalmente, o pâncreas segrega suco pancreático para o duodeno através do canal pancreático. Este suco contém enzimas digestivos na forma inactiva, além dum inibidor que impede que qualquer enzima possa ser activado no seu caminho para o duodeno. A obstrução do canal pancreático por um cálculo biliar interrompe o fluxo do suco pancreático.
Normalmente, a obstrução é temporária e provoca um dano limitado, que rapidamente se repara. Mas se esta persistir, os enzimas activados acumulam-se no pâncreas, ultrapassam a capacidade do inibidor e começam a digerir as próprias células pancreáticas, provocando uma grave inflamação, como foi o meu caso.
Estou a ver se consigo evitar a oitava operação com a medicina alternativa destruindo os cálculos de que a vesícula está cheia. Entrei numa dieta a evitar alimentos gordos, ácidos, álcool e estou a beber um litro de chá por dia. Como sei de quem se curou deste modo, experimentar não custa.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

domingo, 22 de março de 2009

Desenhos ou Fotografias?


Linda Huber nasceu em Brooklyn, Nova York em 1958.

A sua arte de desenhar com lápis impressionou-me de tal maneira que não resisti à tentação de a incluir no meu Blog.

Autodidacta, foi aperfeiçoando, com infinita paciência, a sua técnica durante mais de 40 anos.

Com o andar do tempo, os seus desenhos foram-se tornando cada vez mais realistas e minuciosos, alguns parecendo autenticas fotografias a preto e branco, tal o detalhe e precisão dos seus trabalhos que presentemente chegam a levar 20 a 80 horas, sendo a maior parte desenhados, preferencialmente, a partir de fotografias tiradas com a sua máquina Canon.

Outras como as de Hally Berry, Liv Tyler, Marilyn Monroe, aqui presentes, foram extraídas de alguns sites na Internet.

Vejam as diferenças entre algumas fotos, de onde Linda Huber fez os respectivos downloads, e os seus desenhos.


Fotografia


Halle Berry: Desenho



Liv Tyler: Fotografia


Liv Tyler: Desenho


Marilyn: Fotografia



Marilyn: Desenho


IMPRESSIONANTE!!!


sexta-feira, 20 de março de 2009

A História de Julian


Lembras-te, Teresa, quando eu te repetia a história do Julian e tu achavas sempre graça.
Belos tempos! Para recordar aí vai:

Julian foi à mixa cumas botas de curtixa, xentouxe nu chan, veio un can roeulha pixa. Julian dixe: tira daqui can, quisto nã é pan. É a pixa de Julian.

Um xi coraçan

terça-feira, 10 de março de 2009

O que mais preocupa ...


O que mais preocupa não é o grito dos violentos,
nem dos corruptos, nem dos desonestos,
nem dos sem carácter, nem dos sem ética.
O que mais preocupa é o silêncio dos bons.

Martin Luther King

sexta-feira, 6 de março de 2009

Eu Gosto de Salsichas


Doutor – disse um homem ao seu psiquiatra -, a minha mulher acha que sou maluco, porque gosto de salsichas.
- Que disparate – disse o psiquiatra – Eu também gosto de salsichas.
- A sério? – disse o homem. – Devia ver a minha colecção. Tenho milhares!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Receita "Doce Amor"


Ingredientes:

Compreensão: muita
Bom humor: um pedaço
Amor ardente: à vontade
Beijos: numerosos
Abraços: em justa dose
Carícias: dois punhados
Sorrisos: com prazer
Fidelidade: suficiente
Ciúmes: uma lágrima



Misturar a compreensão
com bom humor e amor ardente;
amassar depois com fidelidade,
juntando carícias e sorrisos,
bastando ser ... delicioso e doce
Remexer o conjunto com abraços
e cozer a fogo ardente.
Juntar uma lágrima de ciúmes
e adornar de beijos.

Não deixar arrefecer!


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Dia dos Namorados


Super Mensagens
Eu e a Aurora, eternos namorados, desejam a todos os nossos queridos amigos que passem o dia e a noite, na companhia de quem mais desejam, com um jantar romântico à luz das velas.


Amar é sentir na felicidade do outro a própria felicidade.

(Gottfried Leibnitz)



A Verdade...



Uma mulher que deixa ver um pouco da sua nudez fica excitante, apetitosa e o desejo que desperta é tanto maior quanto mais o nu vai ficando a descoberto. Quando nada mais fica do que uma simples liga, temos o máximo da provocação.
Tirai a liga. Fica tão casta como vestida. Tão casta, que Jean Cocteau disse, a propósito da verdade: “É nua demais; não excita os homens!”

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O Maior Amor





Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada



E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.



E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada



Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal-aventurada.



Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere



Ferir e fenecer - e vive a esmo
Fiel à sua lei de cada instante



Desassombrado, doido e delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.